Éthos em rede: dinâmicas, apropriações e implicações éticas do éthos conectado no Facebook

Este trabalho observa as cenas performática e discursiva no Facebook. Seu objetivo é analisar, a partir da sobreposição entre elas estruturada pela plataforma, a dinâmica de um éthos em rede, apropriado e compartilhado entre seus atores sociais. Através destas negociações, é possível atualizar e externar a imagem que desejam construir para si e partilhar como identidade. Neste sentido, o éthos circulante nesta rede social configura-se como um bem acessível para consumo do outro, funcionando como uma marcador para os atores que o mobilizam, instaurando assim, a cada interação, um acúmulo de reputações e uma partilha de capital social. Assumindo os consumos possíveis (do outro, de seu discurso, de seu éthos) nesta rede social como um sistema de informações, observamos os comportamentos dos atores e as implicações éticas dessas apropriações. Esta análise assume a perspectiva do dispositivo, considerando: sua potência silenciadora, sua influência na formação de redes emergentes, o imperativo da visibilidade instaurado por ele e o modo como o próprio Facebook emprega o éthos de terceiros para fomentar novas interações entre os sujeitos. Tais observações resultaram na proposição de uma tipologia de éthos e de um éthos conectado, além de nos conduzirem a uma segunda reflexão ética. Nesta, problematizamos sobre o modo como o Facebook emprega o éthos dos atores em rede para a confecção de perfis de consumidores, infringindo protocolos éticos e também esvaziando o indivíduo de seu livre arbítrio.

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